Terça-feira, Janeiro 27, 2015


Programa Direção Espiritual



( Programa de 21/01/15 )

Publicado por Cylene França
E-mail docecy@hotmail.com
http://twitter.com/DIR_ESPIRITUAL
http://www.facebook.com/CyleneFranca


Comentários:



...............................................................................................




Programa Direção Espiritual



( Programa de 14/01/15 )

Publicado por Cylene França
E-mail docecy@hotmail.com
http://twitter.com/DIR_ESPIRITUAL
http://www.facebook.com/CyleneFranca


Comentários:



...............................................................................................




25 Anos da Obra de Maria





( Recife 11/01/15 )

Publicado por Cylene França
E-mail docecy@hotmail.com
http://twitter.com/DIR_ESPIRITUAL
http://www.facebook.com/CyleneFranca


Comentários:



...............................................................................................




Programa Direção Espiritual



( Programa de 07/01/15 )

Publicado por Cylene França
E-mail docecy@hotmail.com
http://twitter.com/DIR_ESPIRITUAL
http://www.facebook.com/CyleneFranca


Comentários:



...............................................................................................



Domingo, Dezembro 21, 2014


O Bem da Palavra



Publicado por Cylene França
E-mail docecy@hotmail.com
http://twitter.com/DIR_ESPIRITUAL
http://www.facebook.com/CyleneFranca


Comentários:



...............................................................................................




Natais e mudas de alface

A manhã chuvosa parecia costurada nos embaraços de uma noite mal dormida. O vulto de mulher prateado pelos raios de um sol recém nascido recolhia do tempo as agruras de saber-se temporário, imperfeito, afeito aos desajustes de um amor que adormeceu, mas que não desaprendera de amanhecer.

Era um corpo de dor, de mestruadas esperanças, de saudades e partos. Corpo de mãe, corpo de cumprir ofício de curar joelhos esfolados, de dar banhos que tinham o poder de lavar corpos e almas num mesmo acontecimento.

Corpo de amamentar filhos que crescem.

Aquela mulher e aquelas manhãs de dezembro. As recordações de seu tempo de menina, pobreza reconhecida, trazida na cara e denunciada pela moldura de olhos que não sabiam mentir.

O plantio programado, compromisso que nem mesmo a dor acontecida nas recentes horas poderia adiar, tinha ares de ritual religioso. A sementeira ao lado, moldada numa caixa de papelão resistente, sobre o canteiro que nasceu de suas mãos pequenas, esperava pela oportunidade de cumprir no tempo o destino de dar continuidade à obra da criação.

Morrer e viver são atos que se conjugam sem pressa.

A mulher sabia de tudo isso. As mudas miúdas também. Dotadas de sabedoria vegetal, cresciam ao seu tempo com a mesma simplicidade que é própria de quem não procura outro destino senão o seu.

Aquela mulher sabia mais. As mudas não mudam.

São sempre as mesmas desde o tempo de sua mãe. Ofício aprendido que se estende no tempo, feito consumação de uma despedida que se cumpre aos poucos, bem aos poucos.

Mudas de alface estão carregadas de sentido. Nelas, prepara-se o futuro que afugenta a fome, traz variações ao modo de carecer.

Recordo-me com saudade. O tempo era de chuvas. Jabuticabeiras explodiam.

Pequenos frutos pendurados em seu corpo de árvore-mãe, tal qual a minha mãe e seus meninos pendurados na cintura, entrelaçados nas pernas e puxando seus braços.

Dezembro tinha cores e histórias diferentes. Vitrines iluminadas, cartões de ocasião sendo preparados pela minha irmã, para que mesmo com simplicidade pudéssemos desejar votos de felicidades.

Presépio sendo retirado da caixa, árvores coloridas de bolas vermelhas, anunciando que nossa pobreza seria ainda mais exposta. Mas não havia problema. Nossa árvore, mesmo tão pobre, já era nossa alegria. As jabuticabeiras nos curavam de tudo...

Minha mãe e sua capacidade de replantar o mundo a partir de mudas de alface era o símbolo mais vivo de nosso Natal. Com seu jeito simples e hábitos rotineiros, ela condensava todas as virtudes que o acontecimento nos sugeria.

“O menino Jesus é quem merece presente neste dia!”, ensinava-nos como se quisesse modificar a ordem do mundo.

E assim acreditávamos.

Nossos presentes eram poucos. Quase nenhum. Só mesmo para não passar em branco, mas o mais importante nós não deixávamos de receber. O sorriso farto, a oração em família, a missa do galo e o nosso Natal já estava completo.

Aquela mulher nos fazia esquecer o que não tínhamos. Transplantava-nos, como fazia com as mudas de alface.
Deixávamos o chão estreito da sementeira e caíamos com nossas raízes nos canteiros fartos da simplicidade que ela sabia construir.

E assim era o nosso Natal.

Um acontecimento para nunca mais esquecer.

Padre Fábio de Melo


Publicado por Cylene França
E-mail docecy@hotmail.com
http://twitter.com/DIR_ESPIRITUAL
http://www.facebook.com/CyleneFranca


Comentários:



...............................................................................................




Programa Direção Espiritual





( Programa de 17/12/14 )

Publicado por Cylene França
E-mail docecy@hotmail.com
http://twitter.com/DIR_ESPIRITUAL
http://www.facebook.com/CyleneFranca


Comentários:



...............................................................................................



Quinta-feira, Dezembro 18, 2014


O sacerdócio da amizade



( Hosana Brasi 07/12/14 )

Publicado por Cylene França
E-mail docecy@hotmail.com
http://twitter.com/DIR_ESPIRITUAL
http://www.facebook.com/CyleneFranca


Comentários:



...............................................................................................



Domingo, Dezembro 14, 2014


Natal sem Papai Noel

Estou preparando a minha árvore de Natal. Quero que ela seja viva, mas não quero que seja exterior. Eu a quero dentro de mim. Tenho medo das exterioridades. Elas nos condenam. Ando pensando que o silêncio do interior é mais convincente que o argumento da palavra. Quero que minha árvore seja feita de silêncios. Silêncios que façam intuir felicidade, contentamento, sorrisos sinceros.

Neste Natal não quero mandar cartões. Tenho medo de frases prontas. Elas representam obrigação sendo cumprida. Prefiro a gratuidade do gesto, o improviso do texto, o erro de grafia e o acerto do sentimento. A vida é mais bonita no improviso, no encontro inesperado, quando os olhares se cruzam e se encontram.

Quero que minha árvore seja feita de realidades. Neste Natal quero descansar de meus inúmeros planos. Quero a simplicidade que me faça voltar às minhas origens. Não quero muitas luzes. Quero apenas o direito de encontrar o caminho do presépio para que eu não perca o menino Jesus de vista. Tenho medo de que as árvores muito iluminadas me façam esquecer o dono da festa.

Não quero Papai Noel por perto. Aliás acho essa figura totalmente dispensável! Pode ficar no Polo Norte desfrutando do seu inverno. Suas roupas vermelhas e suas barbas longas não combinam com o calor que enfrentamos nessa época do ano. Prefiro a presença dos pastores com seus presentes sinceros. Papai Noel faz muito barulho quando chega. Ele acorda o menino Jesus, o faz chorar assustado. Os pastores não. Eles chegam silenciosos. São discretos e não incomodam...

Os presentes que trazem nos recordam a divindade do menino que nasceu. São presentes que nos reúnem em torno de uma felicidade única. O ouro que brilha, o incenso que perfuma o ambiente e a mirra com suas composições miraculosas.

O papai Noel chega derrubando tudo. Suas renas indisciplinadas dispersam as crianças, reiram a paz dos adultos. Os brinquedos tão espalhafatosos retiram a tranquilidade da noite que deveria ser silenciosa e feliz. O grande problema é que não sabemos que a felicidade mais fecunda é aquela que acontece no silêncio.

É por isso que neste Natal eu não quero muita coisa. Quero apenas o direito de recolher o pequenino menino na manjedoura...

Quero acolhê-lo nos braços, cantar-lhe canções de ninar, afagar-lhe os caboelos, apertar-lhe as bochechas, trocar-lhe as fraldas para que não tenha assaduras e dizer nos seus ouvidos que ele é a razão que me faz acreditar que a noite poderá ser verdadeiramente feliz.

Neste Natal eu não quero muito. Quero apenas dividir com Maria os cuidados com o pequeno menino. Quero cuidar dele por ela. Enquanto eu cuido dele ela pode descansar um pouquinho ao lado de José.
Ando desfrutando nos últimos dias o desejo mais intenso de que a vida vença a morte.

Talvez seja por isso que ando desejando uma árvore invisível. O único jeito que temos de vencer a morte é descobrindo a vida nos pequenos espaços. Assim vamos fazendo a substituição. Onde existe o desespero da morte eu coloco o sorriso da vida.

Faça o mesmo! Descubra a beleza que as dispersões deste tempo insistem em esconder. Fecha a sua chaminé. Visita que verdadeiramente vale à pena chega é pela porta da frente.

Na noite de Natal fuja dos tumultos e dos barulhos. Descubra a felicidade silenciosa. Ela é discreta, mas existe! Eu lhe garanto!

Não tenha a ilusão de que seu Natal será triste porque será pobre. Há mais beleza na pobreza verdadeira e assumida que na riqueza disfarçada e incoerente. O que alegra um coração humano é tão pouco que parece ser quase nada. Ouse dar o quase nada. Não dá trabalho, nem custa muito...

E não se surpreenda, se com isso, a sua noite de Natal tornar-se inesquecível.

Padre Fábio de Melo

Publicado por Cylene França
E-mail docecy@hotmail.com
http://twitter.com/DIR_ESPIRITUAL
http://www.facebook.com/CyleneFranca


Comentários:



...............................................................................................




Programa Direção Espiritual



( Programa de 10/12/14 )

Publicado por Cylene França
E-mail docecy@hotmail.com
http://twitter.com/DIR_ESPIRITUAL
http://www.facebook.com/CyleneFranca


Comentários:



...............................................................................................